Num mercado musical cada vez mais globalizado, a diferenciação é a moeda de troca mais valiosa. Salima Chica compreendeu isto perfeitamente ao abraçar a sua dupla nacionalidade como o seu maior ativo criativo. A sonoridade que apresenta é uma simbiose rítmica entre Angola e a República Democrática do Congo, criando um diálogo entre a língua portuguesa e as cadências vibrantes de Kinshasa.
Esta “terceira via” musical permitiu-lhe conquistar um público transfronteiriço. Ao apresentar-se como uma embaixadora da cultura centro-africana moderna, Salima deixa de ser apenas uma cantora para se tornar num símbolo de integração e orgulho identitário, provando que as raízes profundas são o melhor combustível para o sucesso internacional.

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